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Trabalhos adicionais continuam  a marcar reabilitação do Mercado

Braga

2020-06-30 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Ontem foram aprovados mais dois aditamentos relativos a trabalhos a mais na obra do Mercado Municipal. Até ao final da obra, poderão ainda surgir mais 150 mil euros de intervenções adicionais.

Com conclusão agora prevista para o final do ano, a obra de reabilitação e ampliação do Mercado Municipal de Braga continua a registar trabalhos adicionais ao projecto adjudicado, tendo o presidente da Câmara alertado que ainda poderão surgir mais 150 mil euros de custos por intervenções não previstas.
A obra do Mercado Municipal de Braga dividiu ontem os vereadores da Coligação Juntos por Braga e os da oposição, com estes últimos a teceram duras críticas às derrapagens que a obra tem registado, tanto em termos de custos como temporais.
Ontem, com os votos contra do PS e da CDU foram votados mais dois aditamentos relativos a trabalhos a mais: um com trabalhos a mais no valor de 178.579 mil euros e com a supressão de trabalhos na ordem dos 17 mil euros; e um segundo no valor de 350.047 euros, com a supressão de trabalhos no valor de 89 mil euros.
Contas feitas são mais 422 mil euros para um projecto que foi adjudicado por 4,5 milhões de euros e que tinha a conclusão inicialmente prevista para Janeiro último.
“Estamos a falar já de 1,3 milhões de euros de trabalhos a mais, para além da derrapagem temporal que também é muito considerável. A obra vai ficar concluída quase um ano após a data prevista”, apontou o vereador da CDU, Carlos Almeida.
Para Carlos Almeida, os sucessivos aditamentos relativos à obra que têm vindo a reunião de Câmara denotam que “na elaboração do projecto houve bastante dificuldade e negligência”, o que “agora está a sair muito caro ao erário público”.
Já o PS, pela voz do vereador Artur Feio foi mais duro nas críticas, afirmando que “quer politica, quer tecnicamente” já não há palavras “para descrever o regabofe que esta obra representa”.
“Parece-nos inexplicável o que se está a passar no Mercado Municipal”, afirmou Feio, recordando que, por tradição, o PS nunca vota contra as propostas relativas a trabalhos adicionais às obras. “Mas vamos fazê-lo agora”, explicou, porque para o PS não é compreensível que os trabalhos votados nesta reunião não estivessem incluídos desde o início do projecto.
“É absolutamente inexplicável que uma obra desta natureza tenha derrapagens que já vão ao nível dos tampos de mármore dos WC e da espessura da guarda dos vidros”, criticou, aludiu ainda à “inexistência de separadores dos urinóis, que são obrigatórios no licenciamento”.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal justificou, mais uma vez, que os trabalhos a mais ficam a dever-se às “surpresas inerentes à intervenção num edifício com décadas”.
Ricardo Rio recordou que este cenário não é novo, pois também se verificou na reabilitação do Theatro Circo, a obra “que nos últimos 20 anos mais derrapou” no Município de Braga, tanto em termos de custos, que foram “desmesuráveis”, como de prazos de execução, tendo-se prolongado por sete anos.
O edil realçou que após a inauguração do Theatro Circo “ninguém mais se lembrou desses aspectos, garantindo que o mesmo se irá passar com o Mercado Municipal, uma obra com especidades derivadas da tipologia e idade do edifício.
Garantiu ainda que quando estiver pronto e a funcionar, o Mercado Municipal vai ser “notável” e “uma mais valia para os operadores, os bracarense e para a vizinhança”.
Afiançou igualmente que “quando abrir, a obra estará praticamente paga e seguramente que nos meses seguintes ficará completamente paga”.
Antes da votação, Artur Feio ainda voltou a usar da palavra para dizer que comparar a obra do Mercdao ao Theatro Circo “é menosprezar” a intervenção na casa de espectáculos.

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