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Três minhotos partem hoje de Wuhan para fugir ao coronavírus
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Três minhotos partem hoje de Wuhan para fugir ao coronavírus

Entrevistas

2020-01-31 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Três dos 17 portugueses que vão ser retirados hoje da cidade chinesa são vimaranenses e estão ao serviço do Hubei Chufen Heli, um clube de futebol que participa na Liga Dois da China.

O vimaranense Miguel Matos, técnico de guarda-redes do Hubei Chufeng Heli e a viver em Wuhan há ano e meio, foi um dos portugueses ‘apanhados’ na rota do coronavírus que, segundo as autoridades chineses, teve o seu epicentro precisamente naquela cidade.
O técnico, natural das Taipas mas com residência em Braga, está acompanhado por outros dois técnicos da cidade-berço que integram igualmente a estrutura do clube de futebol que actua na Liga Dois da China, Luiz Ferreira (que já passou pela formação do Vitória S.C. e Vitória B) e Luis Estanislau.

Os três minhotos integram o grupo de 17 portugueses que hoje serão retirados daquela cidade chinesa através do avião que saiu ontem do aeroporto de Beja para fazer o repatriamento dos cidadãos portugueses e outros europeus que manifestaram vontade de sair de Wuhan.
Ao Correio do Minho, Miguel Matos explicou que chegou a Wuhan no dia 22 depois de um estágio de pré-época em Ramada Khunming (sul da China) e que foi impedido, no dia seguinte, de viajar para as Filipinas. “Voltei a Wuhan no dia anterior ao encerramento da cidade. Muito azar, já que tinha viagem marcada para umas mini-férias nas Filipinas de cinco dias coincidindo com a pausa do ano novo chinês. Já não consegui embarcar! Já estávamos avisados sobre o vírus pois já viajámos de Kunming para Wuhan com as devidas cautelas, com máscaras”, diz o técnico natural das Taipas, confessando que estava longe de imaginar que a cidade ficasse em quarentena. “Aí tive noção que o problema seria grave”, continua.

Miguel Matos descreve o clima que se vive nesta cidade que se acredita ser o epicentro do coronavírus: “As pessoas estão assustadas, não temos saído de casa. As ruas estão desertas. Wuhan é uma cidade com onze milhões de habitantes que está completamente deserta” diz o minhoto que manifestou desde logo vontade de regressar ao seu país. “Sim, quero voltar a Portugal por questões de segurança, mas tenciono voltar logo que hajam condições”.

Wuhan está isolada por ordem das autoridades que tentam impedir a dissiminação do vírus. Quase 56 milhões de habitantes estão confinados.
As autoridades chinesas interditaram as saídas e entradas da cidade.
Com lojas fechadas e ruas vazias, o acesso a comida foi uma das principais dificuldades sentidas no início da quarentana. “Desde que chegamos do estágio só saímos de casa duas vezes para comprarmos comida e com as devidas precauções. Mas, o acesso a comida nos últimos dias tem sido normal. Nos primeiros dias de quarentena foi mais difícil porque toda a gente quis abastecer”, relata.
O regresso a casa, embora temporário, é um momento muito aguardado por este minhoto, apesar dos riscos que a operação pode acarretar. Mas, Miguel?Matos está confiante: “É lógico que eu não quero ir para casa sem ter feito os devidos testes de despiste, pois não quero colocar ninguém risco. Mas neste momento estamos todos bem de saúde”, remata.

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