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UCP-Braga continua a afirmar-se como universidade de proximidade

Entrevistas

2020-09-10 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

João Duque, presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, afirma que a situação pandémica obriga a manter um sistema de aulas misto no próximo ano lectivo. O apoio social aos alunos é uma prioridade.

P - O último ano lectivo foi atípico, também para as instituições de ensino superior, por força da pandemia.  De que forma estes últimos meses de contingências afectaram a afirmação do Centro Regional de Braga daUCP?
R - É claro que a situação que vivemos não é desejável e, em geral, de modo nenhum foi positiva. Mas, tendo afectado todas as instituições por igual, não prejudicou particularmente a afirmação da UCP em Braga. A divulgação dos cursos fez-se on-line. A capacidade de resposta da instituição e o apoio aos alunos, nomeadamente aos que revelaram mais dificuldades, dignificaram a nossa imagem, como se pode comprovar pelo inquérito que foi feito aos alunos. Nesse sentido, considero que a UCP em Braga continua afirmadamente como um núcleo prestigiado de uma universidade nacional de grande qualidade - este ano de novo a melhor universidade portuguesa segundo o Times Higher Education (THE). No caso concreto de Braga, continuamos a afirmar-nos como uma universidade de proximidade e de acompanhamento familiar dos alunos, o que nesta fase é vantajoso, evitando grandes massas e grandes concentra-ções.

P - Que cenários estão previstos para o funcionamento do novo ano lectivo, atendendo às incertezas quanto à evolução da covid 19?
R - A normalidade do próximo ano lectivo contará, para além do respeito rigoroso das regras de segurança, com um modelo de leccionação misto, tendencialmente presencial, mas que poderá ir até aos 50% on-line. Com isso, pensamos conseguir evitar grandes concentrações de alunos e, portanto, impedir que haja focos de infecção. Se a situação no país piorar muito, que obrigue a encerrar - o que não prevejo - passaremos para leccionação on-line, mas desta vez mais preparada, uma vez que os docentes estão a fazer formação específica para o efeito. No ano lectivo passado, a adaptação dos docentes e demais colaboradores foi fantástica, mas podemos sempre melhorar, para mitigar os problemas do trabalho à distância.

P - Que relevância tem o selo de verificação Covid Safe atribuído ao Centro Regional de Braga?
R - Tem um valor simbólico, transmitindo mais confiança a todos, sobretudo aos alunos. E tem um significado muito real, pois foi concedido depois de uma auditoria rigorosa às condições de segurança do ‘campus’ e do seu funcionamento, pela APCER - Associação Portuguesa de Certificação, que não é uma entidade qualquer. Esperamos que, nessas condições, consigamos evitar contaminações no ‘campus’. Só se acontecerem apesar de todos os cuidados, uma vez que ninguém está livre disso.

P - Este ano registou-se um aumento global de candidaturas às universidades e politécnicos públicos. A Universidade Católica Portuguesa, nomeadamente o Centro Regional de Braga, espera aproveitar este aumento de procura do ensino superior?
R - Em parte sim. Teremos certamente alguma diminuição de candidatos estrangeiros, do Brasil por evidentes razões, e dos PALOP por decisão nossa de, devido a questões de segurança na residência, diminuir as vagas. Pensamos que vamos compensar a diminuição dessas candidaturas com o aumento de candidaturas nacionais.

P - A oferta formativa do Centro Regional de Braga mantém-se ou cresceu em número de vagas e cursos?
R - A oferta formativa mantém-se, pois estamos concentrados em consolidar e melhorar ainda mais a qualidade das ofertas que já temos. Novidades, em princípio, só para o ano lectivo de 2021-2022.


As nossas propinas são as mais baixas de toda a Universidade Católica


P - Foram lançadas recentemente candidaturas a bolsas de investigação para doutoramento em Filosofia e Linguística. Quais têm sido as manifestações de interesse? 
R - Há várias candidaturas, nacionais e internacionais. Em breve haverá notícias do desfecho.

P - De que forma a pandemia está a afectar as perspectivas crescimento do Centro Regional de Braga da UCP, nomeadamente a abertura de formações nas áreas da informática e da gestão ?
R - Como disse, em rigor não esperamos que o desenvolvimento seja afectado. Apenas poderemos ter que adaptar formas de funcionamento, como as outras universidades. É claro que, na área de Gestão, a formação de executivos que tínhamos iniciado irá conhecer algum tempo de pausa, porque a procura estagnou um pouco em todas as escolas do género. Mas será o único projecto que poderá atrasar-se um pouco, em relação ao que tínhamos previsto. Na área das tecnologias avançaremos normalmente, com novas formações livres e vamos propor uma nova formação de grau já no próximo ano lectivo, no sentido de novas exigências e de acordo com o nosso perfil humanista.

P - E a captação de alunos estrangeiros?
R - Como disse, no caso concreto do Brasil e dos PALOP, haverá alguma diminuição inevitável. De resto, não nos parece, pois a disponibilidade para deslocação dos alunos continua forte - também dos alunos portugueses para o estrangeiro. Acho que depressa recuperaremos uma nova normalidade, mesmo com o vírus em circulação.

P - No actual quadro socio-económico, que apoios concede a UCP à frequência dos seus cursos?
R - Tendo em conta a origem da grande maioria dos nossos alunos na denominada classe média e não nas elites económicas, as nossas propinas em Braga já são as mais baixas de toda a UCP. Esse é o apoio maior, pois representa um grande esforço económico para conseguir gerir os nossos recursos com menos rendimentos que os outros centros. 
Depois, os apoios são variados, embora eventualmente não tantos como gostaríamos, pois em Portugal é muito difícil conseguir mecenas, por uma questão cultural. Temos bastantes prémios de mérito oferecidos por parceiros nossos e por nós próprios, que são uma pequena ajuda aos melhores alunos. 
Temos bolsas de alguns parceiros, nomeadamente do Lions Club de Braga. 
Temos bolsas de mérito nossas para alunos com médias de acesso iguais ou superiores a 16 ou 17, consoante os cursos, e que equivalem a 75% das propinas. 
Temos as bolsas especiais de apoio ao estudo da Filosofia e da Língua Portuguesa, tendo em conta a tradição da Faculdade de Filosofia, equivalentes a 75% das respectivas propinas, o que acaba por resultar numa propina idêntica à do Estado. 
E há as bolsas sociais do Estado, que são sempre uma grande ajuda a muitos dos nossos alunos. 
Temos também possibilidade de planos diversificados de pagamento, quando isso se justifique. E, em casos mais graves, urgentes e bem justificados, temos um fundo de apoio, reembolsável pelo aluno depois de terminar o curso. Há ainda, neste momento, um Fundo Covid de dimensão nacional, para casos mais graves.

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