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UMinho ajuda a criar máscara que inactiva coronavírus

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UMinho ajuda a criar máscara que inactiva coronavírus

Nacional

2020-07-26 às 14h44

Redacção Redacção

UMinho e Citeve (Famalicão) integram consórcio que criou a primeira máscara de protecção que inactiva o novo coronavírus.

A primeira máscara têxtil e reutilizável com capacidade comprovada para inactivar o novo coronavírus, responsável pela Covid-19, foi criada em Portugal, num projecto de cooperação entre a comunidade empresarial, académica e científica, do qual fazem parte a Universidade do Minho e o Citeve - Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal.
Em causa está a máscara MOxAd-Tech, que “superou com sucesso os testes realizados pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, tornando-a na primeira máscara com capacidade de inactivar o vírus SARS-CoV-2”, informa em comunicado o consórcio responsável pela inovação.

Composto pela fabricante Adalberto, a retalhista do grupo Sonae Fashion (Mo), o Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, o Citeve e a UMinho, este projecto “de cooperação entre a comunidade empresarial, académica e científica” permitiu, então, “o desenvolvimento de uma máscara reutilizável de elevado desempenho”, que além de ser feita de um tecido com características antimicrobianas, tem agora “protecção adicional” comprovada.
Após vários testes realizados pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes chegou-se à conclusão de que “a máscara beneficia de um revestimento inovador que neutraliza o vírus SARS-CoV-2 quando este entra em contacto com o tecido, efeito que se mantém mesmo depois da realização de 50 lavagens”.

Pedro Simas, investigador e virologista, explica em nota de imprensa que “os testes à máscara MOxAdtech revelaram uma inactivação eficaz do SARS-CoV-2 mesmo após 50 lavagens, onde se observou uma redução viral de 99% ao fim de uma hora de contacto com o vírus, de acordo com os parâmetros de testes indicados na norma internacional”.
“De forma simplificada, estes testes consistem na análise do tecido após o contacto com uma solução que contém uma determinada quantidade de vírus, cuja viabilidade se mede ao longo do tempo”, adianta o especialista. Estas máscaras, produzidas em Portugal, estão já a ser comercializadas por 10 euros no país e também em toda a União Europeia.

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