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UMinho avança com nova terapia contra infecção fúngica

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UMinho avança com nova terapia contra infecção fúngica

Ensino

2019-12-10 às 10h25

Redacção Redacção

É com o apoio de fundos europeus, que a equipa liderada pelo investigador da Escola de Medicina da Universidade do Minho, Agostinho Carvalho, avança com uma nova terapia contra a infecção fúngica.

A equipa liderada por Agostinho Carvalho, investigador do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) e da Escola de Medicina da Universidade do Minho, é parte de um projecto financiado pela Comissão Europeia para explorar a medicina personalizada, em que o objectivo é identificar os doentes que podem beneficiar mais de determinada terapia.
O futuro da medicina passa pela personalização? Sim, mas com alguns condicionantes. Agostinho Carvalho é o coordenador da equipa do Investigação em Ciências da Vida e Saúde e da Escola de Medicina da Universidade do Minho que vai trabalhar a informação dos doentes para perceber quem pode beneficiar mais de determinada terapia.

O projecto, coordenado pela Stichting Katholieke Universiteit na Holanda, congrega mais de dez instituições mundiais que vão formar o grupo de pesquisa nos próximos três anos, num trabalho financiado pela Comissão Europeia em 10 milhões de euros – dos quais 350 mil serão usados na investigação da Universidade do Minho.
O projecto, que começa em Janeiro de 2020, pretende testar uma nova terapia contra infecções fúngicas, através do interferão gama - uma citocina produzida pelo nosso sistema imunitário e que funciona como mediador inflamatório e tem um papel fulcral na resposta a estas infecções.

“A ideia é desenvolver dois ensaios clínicos paralelos em duas populações de doentes altamente predispostos a infecção fúngica e que apresentam taxas de mortalidade muito elevadas: doentes em cuidados intensivos a risco de infeção invasiva por fungos do género Candida - candidíase invasiva; e doentes com influenza severa, causada pelo vírus H1N1, e que têm um risco elevado de desenvolver infeção invasiva secundária por fungos do género Aspergillus - aspergilose invasiva”, explica Agostinho Carvalho.

O objectivo é tornar o combate à infeção fúngica mais eficaz.
“Aquilo que se usa para tratar infeções por fungos, seja Aspergillus, seja Candida, é essencialmente recorrer a antifúngicos - fármacos direccionados a eliminar o fungo. O que a citocina a ser testada (interferão gama) faz é estimular o sistema imunitário dos doentes a responder de forma mais eficiente à infecção”, resume o investigador. Em vez de atacar os fungos directamente, “picamos” o nosso sistema imunitário a responder mais eficazmente.
“Queremos confirmar se esta terapia com interferão gama funciona ou não. Há muita literatura que destaca um papel muito importante em modelos animais, mas nunca até hoje se partiu para ensaio clínico em doentes”.

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