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UMinho descobre novo fungo útil no combate a doenças em maçãs
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UMinho descobre novo fungo útil no combate a doenças em maçãs

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Ensino

2018-08-30 às 12h23

Redacção

Nova espécie de fungo foi descoberta e descrita por cientistas do Centro de Engenharia Biológica da UMinho, e pode vir a ser útil no controlo biológico e no combate a doenças em maçãs.

Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho descobriu uma “nova espécie de fungo”, a ‘Penicililium tunisiense’, que pode “ser muito útil” para combater doenças em maçãs, permitindo “evitar o uso de pesticidas e químicos”, anunciou o Centro de Engenharia Biológica (CEB)desta universidade.
O novo fungo, descoberto por cientistas do Centro de Engenharia Biológica da UMinho em parceria com a Universidade de El Manar (Tunísia), “tem a característica particular de não infectar nem apodrecer as maçãs”.
Os investigadores acreditam que “assim, a partir de agora, será possível combater, de forma natural, a podridão do bolor azul (Penicillium expansum), uma das doenças mais comuns na fase pós-colheita, responsável por causar grandes prejuízos nos frutos” — lê-se no comunicado emitido ontem pelo CEB.

Ao contrário do Penicillium expansum, explica o texto, aquela “nova espécie Penicillium tunisiense, além de ter o potencial de combater doenças específicas, não produz patulina, uma micotoxina produzida pelo bolor azul que contamina alimentos, em especial, a maçã”.
A instituição minhota adianta que “a nova espécie está agora preservada e disponível no catálogo da MUM - Micoteca da Universidade do Minho, podendo vir a ser explorada para combater a podridão do bolor azul”.
A MUM - Micoteca da Universidade do Minho é uma colecção de culturas de fungos filamentosos sediada no Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho desde 1996 que tem como principal missão ser um centro de recursos para a preservação da diversidade fúngica e sua informação, e criar soluções para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar do homem.

Com mais de 750 estirpes no catálogo, a MUM, salienta a UMInho, “tem colaborado de forma decisiva para os avanços na ciência, tendo recentemente conseguido trazer para Portugal a única sede de uma infra-estrutura europeia de investigação, a MIRRI - Microbial Resource Research Infrastructure”.
O Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho é um centro de investigação criado em 1995 e “altamente tecnológico”, actuando nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia.
A actividade de investigação do CEB concentra-se nos sectores ambiental, da saúde, industrial e alimentar.

Em actividade desde 1995, o Centro de Engenharia Biológica colabora em projectos com empresas nacionais e internacionais, sendo que 40% das suas publicações têm co-autoria internacional. O Centro tem ainda ao seu dispor um valor de financiamento para projectos na ordem dos 14 milhões de euros.
Desde 2002, o CEB tem vindo a ser distinguido com o grau Excelência, dando provas da sua atuacção nas áreas da Biotecnologia e Bioengenharia. De realçar ainda que das 40 spinoffs existentes na UMinho, 15 delas têm origem no CEB.

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