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União de Freguesias de Maximinos Sé e Cividade já entregou 400 cabazes a famílias sem rendimento
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União de Freguesias de Maximinos Sé e Cividade já entregou 400 cabazes a famílias sem rendimento

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União de Freguesias de Maximinos Sé e Cividade já entregou 400 cabazes a famílias sem rendimento

Braga

2021-02-28 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Maximinos, Sé e Cividade tem apoiado cidadãos que perderam os seus rendimentos e encontram dificuldades em aceder a apoios sociais.


A União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade já entregou, desde Março de 2020, mais de quatro centenas de cabazes a famílias que perderam os seus rendimentos por causa da pandemia causada pela Covid. De acordo com o edil local, são famílias que não eram beneficiários do Rendimento Social de Inserção ou de outras prestações sociais, tendo perdido a sua fonte de sustento até ao despoletar da crise pandémica.
Os cabazes são compostos por bens não perecíveis que constituem, segundo o presidente desta união de freguesias, um “contributo forte dentro das nossas possibilidades” a pensar já em novas respostas para combater “esta tragédia que se abateu sobre “muitas famílias que tinham rendimentos sustentáveis”. Luís Pedroso explica que, devido ao confinamento de algumas actividades, numa cidade de comércio e serviços como Braga, muitos agregados “ficaram de pés e mãos atados”.
“No primeiro confinamento ficámos a saber que os mais pobres são os mais expostos ao vírus, porque as medidas de con- tenção perpetuam as fragilidades e são invisíveis na comunicação social. Mas existem os outros - em igual ou superior número -, que não recebiam apoios do Estado, tinham os seus empregos e, de um momento para o outro, ficaram sem sustento e também sem voz na comunicação social”, refere o autarca, temendo que a Covid 19 “nos arraste para uma crise sem precedentes e não apenas económica”.
Luís Pedroso não tem dúvidas de que a pandemia deixará um rasto de feridas abertas, “individuais e colectivas”, que levarão tempo a sarar “porque não há nem disponibilidade mental nem tempo para cuidarmos delas”.
“Esses sinais que sentimos nas comunidades de Maximinos, Sé e Cividade, apesar de evidentes, são sufocados pelas estatísticas diárias da Covid-19, tão ao gosto dos noticiários televisivos e dos jornais locais”, diz, acrescentando que há, para além das estatísticas, muitas histórias de pessoas e de famílias “ignoradas pela voracidade informativa”.
“A crise pandémica colocou em evidência as fragilidades que caracterizam as sociedades contemporâneas, a debilidade dos sistemas de saúde e a fraca capacidade de resposta e de protecção social aos públicos mais afectados, antecipando o agravamento dos níveis de pobreza em todos os países”, continua o edil de Maximinos, Sé e Cividade, revelando que a união de freguesias está a preparar novas formas de apoio, justificando que estas pessoas têm acesso insuficiente a serviços sociais e de saúde, à tecnologia e capacidades limitadas para lidar com esta crise.

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