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União de Restaurantes do Minho: “É para confinar, não é para votar”

Braga

2021-01-19 às 07h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Recém-criada União dos Restaurantes do Minho apelou ontem ao boicote às Presidenciais por considerar que não há condições para haver eleições “neste tempo tão dramático”.

“É para confinar, não é para votar”. É esta a mensagem que a União de Restaurantes do Minho (URMinho) vem a público defender, sustentando que as eleições presidenciais “não deveriam decorrer neste tempo tão dramático”.
Numa carta aberta dirigia ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro, ao presidente da Comissão Nacional de Eleições e aos presidentes das Câmaras Municipais do Minho, a URMinho demonstra o seu “total descontentamento” perante o tema que marca a actualidade e enumera os motivos que justificam o apelo ao boicote eleitoral.
A recém-formada associação de empresários da restauração começa por considerar “incompreensível” que o sector não possa trabalhar quando “são permitidos ajuntamentos e jantares de comício, em restaurantes que deveriam estar fechados”, numa alusão ao jantar-comício promovido anteontem à noite pela candidatura de André Ventura num restaurante de Braga.
“Não é justo, não é sério e não é democrático uns estarem inibidos de trabalhar e outros em campanha eleitoral fazendo com que os ajuntamentos, tão falados, aconteçam, denegrindo a imagem do país”, lê-se na missiva, onde também é apontado o dedo aos ajuntamentos que aconteceram nas filas de espera para votar no âmbito do voto antecipado em mobilidade, que decorreu domingo, nas sedes de concelho.
“O exercício do voto antecipado deveria ser usado para não permitir os ajuntamentos. A pergunta que se impõe é ‘Como será no dia 24?’.”, questiona a URMinho, antecipado os ajunta- mentos de pessoas que o acto eleitoral via provocar no domingo, dia 24.
Assim, a URMinho apela “a todos os empresários da restauração e seus colaboradores, em todo o país” para confinar e não votar,” um apelo que é alargado a todas as actividades comerciais “que se sintam igualmente injustiçadas”.
O descontentamento deve ser demonstrado também através da ostentação de faixas negras à porta dos respectivos estabelecimentos - apela esta associação.
Na missiva, os empresários da restauração reiteram que “é incompreensível” o sector estar encerrado quando “não há um único estudo que prove que a restauração é responsável pelo aumento dos números de casos”.
“Aliás, indo mais longe... nos picos do contágio, os restaurantes estavam fortemente limitados no exercício da sua actividade, dando ênfase ao Natal e ao Ano Novo. Não queiram, daqui a três semanas, se lamentar à semelhança do Natal, pelo facto de se poder desconfinar e circular livremente, no dia 24, apenas com o pretexto de ir votar”, lê-se na carta.
A URMinho remata alertando que “um país onde a democracia é posta apenas ao dispor de alguns não é um país democrático”.

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