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Universidade Católica homenageia Pe. Costa Santos
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Universidade Católica homenageia Pe. Costa Santos

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Universidade Católica homenageia Pe. Costa Santos

Ensino

2019-05-19 às 10h21

Redacção Redacção

Costa Santos, professor de Teologia, “humanista afável e pensador” e “sentinela permanente” foi homenageado na Universidade Católica. “A estima dos outros é a única cédula da nossa existência”, referiu o homenageado.

O auditório Isidro Alves, no Campus Camões da Universidade Católica Portuguesa esteve cheio para a homenagem ao padre doutor Manuel Moreira da Costa Santos, professor de Teologia, mas sobretudo um “humanista afável e pensador” e uma “sentinela permanente” porque “a estima dos outros é a única cédula da nossa existência”.
Nesta cerimónia que incluiu a apresentação do livro ‘Igreja - Comunhão’, com textos de 15 antigos alunos seus, o homenageado mostrou-se sensibilizado, mas principalmente “agradecido” aos ex e actuais alunos que se deram ao trabalho de reconhecer que deixou marcas nas suas vidas e na vida da Igreja de Braga.

De facto, mais do que o lançamento do livro em si, a cerimónia foi toda ela de gratidão àquele que mais do que professor de Teologia, “foi amigo, acolhedor, pedagogo e homem de fé”, como destacou o padre José da Silva Lima, coordenador do livro.
A obra resulta de uma decisão tomada em 2017, quando o padre Costa Santos celebrou 50 anos de sacerdócio e os participantes nessa jornada sentiram que “faltava alguma coisa”, como lembrou José da Silva Lima, até porque “não é o livro que nos une, mas o professor que nos fez gostar dele”.

Recorde-se que Manuel da Costa Santos acompanhou ao longo da sua vida de professor centenas de alunos no Seminário Conciliar, mais tarde no Instituto Superior de Teologia e depois na Faculdade de Teologia de Braga.
“Muitas gerações foram abanadas pela sua singular sabedoria e ele atraía os alunos com os livros da literatura que citava abundantemente”, reforçou Silva Lima acrescentando que ele “fazia muitos admiradores pela actualidade do estudo e pela nobreza das relações que alimentava. É uma graça conhecê-lo”.
O coordenador de ‘Igreja Comunhão’ agradeceu também à Editora Paulus por se associar a esta homenagem a um padre que “ensina a honrar a palavra como sempre excelentemente a honrou connosco”.
“Foi imenso o que nos legou como imensa é a fonte de saber de que si emana”, lembrou José da Silva Lima, dirigindo-se ao homenageado, porque “o seu estar connosco foi muito fecundo, pois ninguém era colocado de lado ou atirado para fora”.

“Quem não se lembra dos jogos de futebol” quando “nos ensinava que se aprende a jogar, jogando em equipa” ou então advertindo-nos que “pensar oxigena o cérebro e vale bem o tempo que dedicamos à leitura porque ninguém te pode tirar aquilo que meteres na cabeça”. E não esqueceu a paixão de Costa Santos por Miguel Torga e outros escritores contemporâneos portugueses e europeus.
Por sua vez, Frei Tiago, da Editora Paulus, começou por dar conta da sua “inveja pelos alunos do professor Costa Santos” depois de ler algumas páginas deste livro: “não é só um livro, mas um marco pelo que o senhor professor deixou na vida dos seus alunos, na Universidade, na Igreja e em Portugal”.

A cerimónia começou com a actuação do Coro do Seminário Conciliar de Braga que, sob orientação do maestro Carlos Miranda, cantaram os hinos do Seminário e da Faculdade de Teologia.
O primeiro a intervir foi o cónego Luís Miguel Rodrigues, director da Faculdade de Teologia de Braga, também ele ex-aluno. E ele próprio não escondeu alguma emoção pela presença do homenageado, avesso a estes gestos. Aliás, as intervenções que se seguiram foram todas no mesmo sentido: isto é, o agrado por o doutor Costa Santos ter aceite a homenagem, por estar presente, numa sessão em que a emoção e a gratidão foram sentidas e proferidas.

Na sua intervenção, Costa Santos mostrou serenidade, mas muito “agradecido”. Ao redor das palavras “pensar” e “agradecer”", que, segundo ele, em alemão, têm a mesma raiz e se pronunciam de forma muito pareci- das, o homenageado construiu um texto, precisamente para agradecer e ensinar a pensar. Aliás, pensar foi uma das marcas que incutiu nos seus alunos ao longo dos 50 anos.
Os ex-alunos Susana Vilas Boas e o padre Vítor Sá foram deram os seus testemunhos.
Já Vítor Novais, actual reitor do Seminário Conciliar, definiu Costa Santos como “insigne mestre com uma pedagogia profunda” que honrou “sempre o seminário” e nos “incentivou a escutar o mundo para percebermos a grande dimensão da Teologia”.

Costa Santos colocou-se ao serviço da Igreja “para promover uma sabedoria teológica, propor um Seminário em saída para uma Igreja em saída ao encontro dos Homens, com uma profunda sensibilidade cultural”.
“A estima dos outros é a única cédula da nossa existência”, sublinhou o homenageado, agradecendo que “a minha forma de estar vos dado que pensar”.
“As vossas vidas e a vossa gratidão aqui celebrada hoje dão me que pensar, agradecer”, concluiu o prof. Manuel Moreira da Costa Santos.

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