Correio do Minho

Braga, sábado

Universidade do Minho de portas abertas aos novos alunos
Nos últimos cinco anos Famalicão investiu mais de 10 milhões de euros nas escolas do 1.º ciclo

Universidade do Minho de portas abertas aos novos alunos

Alunos do primeiro ciclo da Póvoa de Lanhoso com cadernos gratuitos

Braga

2018-09-11 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

No primeiro dia da semana em que decorrem as matrículas dos novos alunos, muitas foram as centenas que acorreram à Universidade do Minho para efectivar a sua inscrição.

Mal abriram as portas do Pavilhão Desportivo do Campus de Gualtar da Universidade do Minho (UMinho) ontem, pelas 9.30 horas, já uma fila de estudantes, acompanhados pelos respectivos pais e familiares se juntava, extensa, a fim de proceder à sua inscrição na academia minhota. Voluntários de alguns núcleos tentavam dar o máximo de informações a quem estava na fila, dando o seu contributo para a melhor recepção possível. À entrada do local de inscrições uma enorme faixa deixava a mensagem de boas-vindas.

Margarida Casal, vice-reitora para a Educação, acompanha de perto as inscrições dos novos alunos, que praticamente arrebataram com as vagas na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, tendo do total das suas 2869 vagas disponíveis sobrado, apenas, 105 para a 2.ª fase de candidatura.
“Estamos, de facto, muito satisfeitos com a taxa de ocupação das vagas disponibilizadas, indo de encontro às nossas expectativas”, avaliou a vice-reitora, numa primeira consideração a propósito do preenchimento das vagas na 1.ª fase.

A taxa de ocupação “mostra a relevância da UMinho dentro do panorama nacional, em que somos, realmente, uma das universidades de referência e a procura dos nossos cursos é muito satisfatória, nomeadamente em algumas licenciaturas muito recentes”, sublinhou, apontando para o exemplo do novo curso de Artes Visuais - que abriu com um total de 25 vagas, as quais foram totalmente preenchidas já nesta 1.ª fase e com uma nota mínima de acesso do último aluno colocado de 15,1.

Margarida Casal diz que estes resultados reflectem também o trabalho que está a ser trilhado pela UMinho e, por isso mesmo, também para esta fase de inscrições dos primeiros candidatos a chegar à academia, a universidade mostra-se completamente “disponível” para garantir um bom acolhimento.
Para garantir isso mesmo, no local onde decorrem as inscrições, a UMinho concentra também e desde já, uma série de informações e serviços para apoiar os alunos, desde os Serviços de Acção Social, providenciando já o encaminhamento dos alunos que necessitam de vaga em residência universitária, ao apoio na elaboração do cartão de estudante com conta bancária, ao Gabinete de Apoio à Inclusão, etc.

Estudantes “felizes” por entrar na academia

Bruno Dias, de 17 anos, de Amares, mostrava, na fila de inscrições, a sua felicidade por ter entrado na sua primeira opção: Engenharia Informática na Universidade do Minho (UMinho). “Estou muito feliz por ter entrado na UMinho que é uma das mais prestigiadas do nosso país”.
A seu lado, estava a irmã Patrícia, que também se licenciou na UMinho, em Enfermagem, e a mãe, “orgulhosa” dos seus filhos, Maria José Sousa.
“Esta é uma óptima academia para fazer os estudos”, disse a irmã. Para a mãe “é muito importante ele continuar junto da família, ele sempre se esforçou por tirar boas notas e nós queremos continuar a ajudá-lo no que pudermos”, frisou.

Descontraídos, Paula Leal e o filho Pedro Cunha - um dos alunos que ingressou no curso de Medicina da UMinho - vieram ontem do Porto para realizar a inscrição. “Esta era a minha segunda opção, mas estou contente porque sempre ouvi falar muito bem desta universidade, até pela minha mãe, engenheira química, que fez aqui o mestrado”, referiu o jovem, que confessa ter escolhido ser médico há ainda relativamente pouco tempo. Para a mãe de Pedro, o importante mesmo “é que ele seja feliz”.
Na licenciatura de Arqueologia da UMinho entrou Rodrigo Neves, de 18 anos, de Pataias, Nazaré. Embora não tenha sido a sua 1.ª opção, confessa a sua felicidade por um curso com o qual sonhou durante todo o secundário.
Ricardo Lopes, de Braga, entrou em Física - uma área que diz ser “apaixonante”. “Tive sorte em ficar aqui pois é muito mais fácil ficarmos perto da nossa casa”. É o primeiro da família a ingressar na universidade e por isso as expectativas são altas, refere o irmão Fábio, que o acompanhou na inscrição.

A jovem bracarense Maria Filipa foi uma das que ocupou uma das vagas da nova licenciatura da UMinho em Artes Visuais.
O talento é grande, tal como as expectativas, mas sai aos pais. A mãe da estudante, Carla Ferreira, é professora de música e foi uma das que a incentivou à candidatura.
A docente diz que o futuro hoje é “incerto”para todos e é preciso potenciar todas as capacidades individuais para singrar no mundo profissional.

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