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Universidade do Minho elabora plano estratégico para arquitectura

Ensino

2019-03-14 às 10h25

Redacção Redacção

UMinho está a elaborar um plano estratégico para o sector da arquitectura. Documento deverá fundamentar argumentos para convencer o poder político a regular os valores mínimos praticados.

A presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos defendeu ontem a necessidade de implementar “valores mínimos” para os honorários daqueles profissionais, para evitar situações de concorrência desleal e, até, de prática de ‘dumping’. Cláudia Costa Santos adiantou que já foi encomendado à Universidade do Minho (UMinho) um plano estratégico para o sector da arquitectura, esperando que do documento saiam argumentos para convencer o poder político a regular os valores mínimos.
“A implementação dos valores mínimos seria um salto qualitativo para todos, já que regulava o mercado e impedia situações popularmente conhecidas por ‘dumping’, ao mesmo tempo que ia obrigar a que houvesse qualidade mínima naquilo que são os serviços de arquitectura”, referiu.

Segundo Cláudia Santos, actualmente cada arquitecto “leva o que quer”. “O que a realidade prova é que quanto menos se paga por um serviço, menos qualidade ele terá”, acrescentou.
Para aquela responsável, a fixação de valores mínimos é essencial para a valorização e dignificação da profissão.
Nesse sentido, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos encomendou à UMinho um plano estratégico, para saber qual a realidade da profissão, nomeadamente quantos profissionais trabalham por conta própria, quantos trabalham nas câmaras, quanto cobram por serviço e toda outra série de dados “essenciais” para fundamentar uma proposta de fixação de honorários mínimos a enviar ao poder político.
“Em meados do ano, esperamos já ter o plano estratégico”, disse Cláudia Santos.

O plano aludirá à realidade da arquitectura na região Norte, mas poderá ser “assumido como indicador” para todo o país.
O objectivo último é enfrentar os desafios da profissão nos próximos 20 anos.
A Secção Regional Norte sublinha que a arquitectura portuguesa “é reconhecida nacional e internacionalmente pela sua qualidade”, mas ressalva que esse reconhecimento não se vem reflectindo no plano económico.
“A profissão tem navegado à vista e tem sobrevivido através da iniciativa individual. A Secção Regional Norte quer dar um rumo e definir uma estratégia para a profissão que capacite os seus membros de ferramentas e mecanismos que lhes permitam enfrentar o futuro com optimismo”, concluiu Cláudia Santos.

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