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Universidades e empregadores mobilizados para reconverter e actualizar competências
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Universidades e empregadores mobilizados para reconverter e actualizar competências

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Universidades e empregadores mobilizados para reconverter e actualizar competências

Ensino

2020-05-27 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Ministro Manuel Heitor desafiou ontem as instituições do ensino superior e os empregadores públicos e privados para promovam acções conjuntas para a reconversão e actualização de competências das populações que estão mais vulneráveis.

O ministro Manuel Heitor apelou às instituições de ensino superior para que se mobilizem, em conjunto com empregadores públicos e privados, no sentido de ajudarem a dar resposta às camadas mais vulneráveis da população que estão a sofrer em consequência da crise causada pela Covid-19.
No campus de Azurém da Universidade do Minho, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, referiu que o país está perto e atingir os 400 mil desempregados, tem cerca de 600 mil trabalhadores actualmente em lay-off e 1,3 milhões de pessoas que estão numa situação vulnerável porque correm o risco de perder o emprego nos próximos dois meses.

Neste quadro, o ministro lembrou ainda que estão prestes a sair para o mercado de trabalho 80 mil estudantes universitários que estão agora a concluir os seus cursos.
É neste contexto que Manuel Heitor apela à mobilização das universidades e dos politécnicos para que, em conjunto com os empregadores, definam formas de ajudar essas pessoas a reconverterem ou actualizarem as suas competências.
Manuel Heitor explicou que a iniciativa ‘Skills 4 pós-COVID – Competências para o Futuro’, promovida pela Direcção Geral do Ensino Superior, em estreita articulação com a OCDE, pretende criar “respostas imediatas”, ou seja respostas que estejam activas já a partir da próxima semana.

“O que se pretende é estimular acções concreta a começar já em Junho, Julho e Agosto, sobretudo definidas com os empregadores, e dirigidas aos públicos mais vulneráveis que precisam de apoio na formação para o emprego, no curtíssimo prazo”, referiu o ministro perante uma plateia de autarcas, empresários e académicos.
Manuel Heitor lembrou que no princípio da pandemia foi possível definir “um instrumento de auxílio inédito” em Portugal, através da Fundação para Ciência e Tecnologia e depois da Agencia de Inovação “em que fizemos, pela primeira vez usando a situação de emergência, um concurso que já teve duas fases, mobilizando projectos de investigação que foram submetidos, avaliados, aprovados e iniciados me menos de dois meses”.

Anunciou que muito brevemente vai ser lançado um programa para “combinar investigação com formação, sobretudo pós-graduada, para começar já antes do Verão” destinada aqueles que se queiram mobilizar com empregadores “para formar estas pessoas que estão em situação de crescente vulnerabilidade”.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior reconhece que este vai ser “um processo complexo”, mas alerta que tem de ser “de rápida actuação no âmbito daquilo que é o plano de estabilização social e económica que vai arrancar em Junho e decorrer até ao fim do ano”.

Formação e reconversão de competências é aposta

“Explorar novas ofertas educativas e aprofundar o projecto de educação à distância, no quadro da educação ao longo da vida” e promover “um programa de cursos breves, de nível superior, orientado para o desenvolvimento de competências profissionais avançadas” são dois objectivos programáticos assumidos pela Universidade do Minho, referiu o reitor.
Esses objectivos programáticos acabam, de certo modo, por irem ao encontro do desafio lançado pelo ministro Manuel Heitor, desde logo porque envolvem o reconhecimento das entidades empregadoras.
Rui Vieira de Castro reconhece que à universidade cabe “antecipar futuros e ajudar a preparar o futuro”, algo que “tem de ser feito, em relação com os parceiros públicos e privados”.

O reitor constatou que a redução da actividade económica por força da situação de pandemia traz “inevitáveis efeitos negativos sobre o emprego” e também “dificuldades orçamentais adicionais”. A situação também veio “acelerar movimentos de transição socioeconómicos”, com especial destaque para a “transformação digital da sociedade e da economia”. Estes movimentos “terão grande impacto nas formas de organização social e na economia, com consequências ao nível das profissões e das competências profissionais”, alertou.
Nesse âmbito, reconheceu que o aprofundamento contínuo ou a reconversão das competências profissionais para aqueles que se encontram no mercado de trabalho ganham especial pertinência e correspondem a necessidades que tem que ser satisfeitas para se evitar fracturas sociais.

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