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Vieira do Minho: Casa - museu Adelino Ângelo fez dois anos

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Vieira do Minho: Casa - museu Adelino Ângelo fez dois anos

Vale do Ave

2013-07-21 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Sessão de poesia e música marcaram o aniversário, que contou com a presença do próprio Adelino Ângelo. O pintor aproveitou a ocasião para fazer alguns reparos à forma como as obras são apresentadas na sua casa-museu.

A Casa Museu de Adelino Ângelo, em Vieira do Minho, assinalou ontem dois anos de existência. A efeméride juntou o próprio pintor alguns amigos numa sessão marcada pela música e pela poesia.
Apesar de visivelmente emocionado pelos elogios manifestados publicamente pelo médico Daniel Serrão e por Francisco Pablos, presidente da Real Academia de Belas Artes de Espanha, o discurso do pintor ficou marcado por algumas sugestões feitas à Câmara Municipal de Vieira do Minho (CMVM).

A começar pela falta de um intérprete das obras expostas.
“Faz falta alguém que analise os desenhos e trabalhos expostos. Eu próprio já me ofereci para fazer esse trabalho. Tem que haver um estudo prévio das obras do artista que quer expor. Depois vejo se tem qualidade para fazer a exposição”, disse o mestre em pintura.

O artista teceu, também, algumas considerações sobre a forma como as obras estão expostas.
“Tem telas na parede de pedra e isso distrai o visitante. Devia ter uma tela atrás da pintura para a fazer sobressair.”
Estes melhoramentos, adiantou Adelino Ângelo, iriam permitir fazer de Vieira do Minho “uma terra de cultura.”

Daniel Serrão, médico e amigo do pintor vieirense “há quase 60 anos”, preferiu destacar as qualidades de Adelino Ângelo.
“Está ao nível dos grandes artistas dos séculos XX e XXI”. Serrão percorreu com algum pormenor, as várias fases da vida artística do pintor.

“Depois de estar farto de pintar pessoas, descobriu outra nova forma de pintura, onde manifesta a sua genialidade. Primeiro vive a emoção, depois representa-a”.
O médico e professor universitário disse ainda ser difícil reunir toda a obra de Adelino Ângelo.
“Grande parte da obra não está visível ao público, faz parte de colecções particulares e as pessoas guardam essas pinturas com muito zelo.”

Francisco Pablos enalteceu, também, a obra do artista dizendo que “a pintura de Adelino é vida retida. Cada quadro capta um troço de vida.”
Em representação da CMVM esteve a vereadora do pelouro da Cultura e Turismo.
Aurora Marques referiu que “é dever do município zelar pela cultura. Vamos manter todas as parcerias nesse campo apesar das condições económicas.”
A sessão contou, ainda, com a leitura de dois poemas da autoria de Jorge Vieira, e com a interpretação de vários temas musicais por parte do músico Emídio Rodrigues.

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