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Vigilantes florestais denunciam ameaças no Monte de Santa Marta

Braga

2023-09-23 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Insegurança mantém-se no recinto de Santa Marta das Cortiças. Vigilantes florestais queixam-se de ser frequentemente ameaçados por frequentadores do local.

Citação

Os vigilantes florestais em serviço no posto de vigia no Monte de Santa Marta das Cortiças denunciaram o clima de insegurança que se regista no local, com ameaças verbais e tentativas de agressão por parte de indivíduos que ali se deslocam, não se coibindo alguns deles de prática de actos sexuais no recinto em recdor da pequena capela.
Na sequência de episódios registados ao longo dos últimos meses, João Soares, que cumpre o 13.º Verão como vigilante no alto de Santa Marta das Cortiças comunicou, ontem de manhã, à GNR, ameaças de um indíviduo que se acercou do local onde está instalada uma torre do dispositivo de vigilância de fogos florestais com ameaças à sua integridade física.
“Quase diariamente somos ameaçados, importunados com gestos obscenos e com a visão de actos sexuais”, relata o vigilante, um dos quatro elementos da equipa de Santa Marta das Cortiças.
“Temos alertado a GNR, mas dizem-nos que não podem fazer nada se as pessoas não forem apanhadas em flagrante delito”, afirmou João Soares ao Correio do Minho.
Os quatro vigilantes cumprem turnos de oito horas sozinhos, situação que agrava o sentimento de insegurança perante as visitas indesejadas no recinto de Santa Marta das Cortiças, pelo que reclamam patrulhamento regular das autoridades naquele local.
“Esta é uma situação confrangedora, que tem levado vigilantes a desistirem desta actividade”, lamenta João Soares, que confessa ter resistido à sucessão de ameaças por parte de muitos dos que se deslocam ao Monte de Santa Marta e que preferem não serem observados.
A capela de Santa Marta das Cortiças é um local de devoção popular, onde se realiza, no final do mês de Julho, uma das mais emblemáticas romarias do Minho, com a afluência de milhares de católicos.
A insegurança que se registe na zona da capela de Santa Marta não é de agora e tem sido apontada pelas próprias autoridades religiosas.
Já em 2014, por ocasião da romaria desse ano, o então arcebispo primaz de Braga alertava para as questões relacionadas com a segurança no santuário de Santa Marta das Cortiças.
Numa homília que preferiu na altura, D.?Jorge Ortiga defen-deu a criação de “condições para nos sentirmos em contacto com a natureza e termos a certeza de que ninguém nos irá importunar”.
Para o local, a Câmara Municipal de Braga tem anunciado um projecto de valorização, musealização e adequação à visita da Estação Arqueológica da Santa Marta das Cortiças. O projecto contempla remoção de vegetação que cobre as ruinas arqueológicas, implementação de soluções de conservação dos achados ao ar livre, criação de circuitos de visita, arranjo paisagístico e instalação de um Centro de Interpretação.

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