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Viola braguesa é protagonista do grupo musical ‘Ai Braguesa’
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Entrevistas

2021-04-19 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

“Apaixonados” pela viola braguesa, que consideram um instrumento musical único e diferenciador “porque soa sempre bem”, cinco músicos uniram-se para “levar mais longe” a cultura de Braga.

Confessos “apaixonados” pela viola braguesa e “seduzidos” pela missão maior de valorizar a música tradicional de raiz, cinco músicos uniram-se no projecto artístico ‘Ai Braguesa’ para fazer jus ao instrumento musical, certificado desde 2017 como património da cultura bracarense.
A aposta por parte do Município de Braga no ensino musical do instrumento e o interesse gerado no seio da alma bracarense no sentido da sua preservação têm servido de novo impulso também para uma maior divulgação da viola braguesa.

Entre os “apaixonados” bracarenses pela viola braguesa, que desde sempre se sentiram impelidos para a tocar vezes sem conta, os músicos Luís Capela, Firmino Neiva (recentemente falecido), Narciso Soares e Paulo Peixoto deram as mãos e criaram o grupo musical ‘Ai Braguesa’, formalmente constituído em Janeiro de 2020, ainda antes de a pandemia de Covid-19 ter despoletado em Portugal.
Professor de música e de instrumentos tradicionais de cordas, o músico Luís Capela inicia a sua actividade musical como autodidacta aos 10 anos. Integrou várias formações de música tradicional portuguesa e formou algumas também, tocando cavaquinho, violão, bandolim e, claro, viola braguesa - tendo sido, inclusive, o principal impulsionador do seu rejuvenescimento e até auditor no processo de certificação, a convite do Instituto Português da Qualidade.

“O projecto musical ‘Ai Braguesa’ não foi planeado. Acabou por acontecer por via da evolução natural do trio ‘5.ª Corda’, que já havia sido um duo - com Luís Capela e o meu filho, Guilherme Capela - e um trio, até chegar aos cinco elementos”.
Foi precisamente depois de uma aula com o músico Firmino Neiva, ainda enquanto aprendiz, que Luís Capela ficou “encantado” pela viola braguesa, recordou, em entrevista ao jornal ‘Correio do Minho’. “Só tive a oportunidade de ter uma aula naquela altura, ainda na Casa Municipal de Cultura de Braga, na Rua José Afonso, S. Vicente, mas aquela sonoridade tão bela e distinta ficou no meu ouvido e eu fiquei logo apaixonado”.
É neste círculo de paixão pela música tradicional e pela viola braguesa que o projecto ‘Ai Braguesa’ nasce, com a convicção de que o instrumento, património bracarense, mais do que acompanhamento, é janela aberta para novas incursões musicais, inspiradas na tradição, mas que podem viajar até ao jazz.

Objectivo é dar “nova dimensão” ao instrumento típico de Braga

É precisamente com o objectivo maior de “dar uma nova dimensão” à viola braguesa que nasce a nova formação musical ‘Ai Braguesa’, dando ao instrumento típico o protagonismo merecido, mas também cativando o público pela sua versatilidade, altamente potenciador de “outras e novas sonoridades”. Depois da ‘partida’ do músico Firmino Neiva, o grupo está neste momento a reagrupar-se para dar continuidade à missão que abraçou com vista a levar “mais longe” a tradicional viola braguesa, sonhando já com a gravação de um trabalho discográfico, que seria “único” em Portugal.

O músico Luís Capela, impulsionador do projecto musical que tem a viola braguesa como centro, indica que o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela formação tem sido no sentido de desenvolver e adaptar repertório, mas também tocando para o público em várias ocasiões, além da organização das jornadas anuais de estudo e debate que têm sido realizadas em Braga e totalmente dedicadas sobre ao instrumento tradicional bracarense e cuja primeira edição teve lugar no Museu dos Biscainhos em 2018 e a segunda no Auditório do Conservatório de Música Bomfim em 2019.
Após a certificação da viola braguesa (2017), o Município de Braga apostou numa acção de formação para promover o ensino da viola braguesa - um projecto que se revelou “um êxito” junto dos bracarenses, garante o músico Luís Capela, também formador/professor do instrumento, destacando que as expectativas traçadas foram “largamente ultrapassadas” e a acção de formação tinha até ‘lista de espera’.

“Este projecto formativo é uma mais-valia. Não é o projecto ideal, mas é deveras importante já para poder disponibilizar às pessoas a possibilidade de uma experiência com um instrumento que é tipicamente bracarense e a verdade é que a viola braguesa é muito conhecida entre os bracarenses e gera grande curiosidade”, frisou o músico.
“Há uma grande adesão a esre projecto de ensino da viola braguesa e existe grande expectativa quanto à segunda edição, que está ainda a ser renegociada com a autarquia bracarense, mas as juntas de freguesia que iniciaram este projecto já manifestaram interesse em dar-lhe continuidade”.
Já com alguns concertos no currículo que foram fintando a pandemia de Covid-19 para promover a viola braguesa, os ‘Ai Braguesa’ pretendem continuar o projecto iniciado enquanto grupo musical que sonha divulgar a cultura bracarense.

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