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Visita pedonal leva alunos por lugares do poder e da resistência em Braga
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Visita pedonal leva alunos por lugares do poder e da resistência em Braga

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Visita pedonal leva alunos por lugares do poder  e da resistência em Braga

Braga

2021-06-14 às 10h14

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Turmas do 12.º ano de Línguas e Humanidades da ESCA participaram em visita de estudo pedonal, guiada por Henrique Barreto Nunes.

‘Lugares do poder e da resistência em Braga: 1926-1975’ foi o tema de visitas de estudo realizadas recentemente pelas turmas de Línguas e Humanidades do 12.º ano da Secundária Carlos Amarante (ESCA), no âmbito da disciplina de História A.
Organizado pelo professor Francisco Marinho, o percurso pedonal levou os alunos por algumas artérias da cidade evocando as memórias relacionadas com o poder e acção da resistência bracarense.
O visita foi guiada por Henrique Barreto Nunes, “profundo estudioso sobre a acção da resistência, durante o Estado Novo, na nossa cidade sendo co-autor da obra ‘Os Democratas de Braga - Testemunhos e Evocações’, juntamente com José Viriato Capela e Artur Sá da Costa”, refere o professor Francisco Marinho.

O percurso iniciou-se junto da Igreja do Pópulo, passou pela Praça do Município, Campo das Hortas, Largo do paço, rua dos Capelistas, Alameda Cardeal António Ribeiro (onde se situava a antiga sede do PCP), Arcada, café a Brasileira, antigas instalações do ‘Nosso Café’, culminando junto do Theatro Circo.
Figuras como Victor de Sá, Eduardo Ribeiro, Lino Lima, Humberto Soeiro, Santos Simões, José Sampaio ou Francisco Salgado Zenha, foram algumas das muitas ilustres figuras bracarenses ou minhotas que foram evocadas nesta jornadas, através de pequenas histórias que envolvem a acção da resistência na cidade dos arcebispos.

“Nos muitos locais com memória sobre o período que decorre desde o golpe militar de 28 de Maio de 1926 a 1975, foram relembradas as visitas de António de Oliveira Salazar a Braga, por altura do 10.º ou do 40.º aniversário do golpe militar; a acção da Casa Alemã ambiente vivido em Braga durante o período em que o nazismo esteve no poder; as reuniões autorizadas da oposição, concorrente quer às eleições presidências de 1949 e 1958 ou às eleições à Assembleia Nacional das listas da CDE (Comissões Democráticas Eleitorais), durante a Primavera Marcelista; a grande manifestação de apoio à Revolução de 25 de Abril, na Praça do Município, no dia 26 , onde usaram da palavra Victor de Sá, José Manuel Mendes ou Luísa Caeiro, culminando com o ambiente vivido no ‘Verão Quente’ de 1975 com o incêndio da sede do PCP”, explica o professor da ESCA.

Das muitas grandes e pequenas histórias com que Barreto Nunes prendeu a atenção dos alunos, foi a figura de Victor de Sá, cujo centenário do seu nascimento se assinala este ano, que mereceu um grande destaque. Foi evocado junto ao edifício na rua dos Capelistas onde outrora funcionou a livraria por ele criada.
“A sua vida de luta, de coerência, de serviço pela causa pública, pela cultura e pela cidadania”foi amplamente destacada por Barreto Nunes.
Em frente ao edifício do Theatro Circo, uma aluna leu um pequeno texto sobre um testemunho de um oposicionista ao Estado Novo, na reunião realizada naquele edifício por altura das eleições de 1973 para a Assembleia Nacional, a quem foi dada voz de prisão por ter lido uma declaração contra a Guerra Colonial.
Este episódio foi o mote para Barreto Nunes relembrar outras situações relacionadas com a acção da oposição bracarense e do seu papel na luta pela democracia.

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