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Vivemos “momento propício” para “novo capítulo” entre UE e Brasil

Braga

2021-03-16 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

José Manuel Fernandes foi um dos convidados da conferência sobre ‘Relações comerciais e de investimento entre União Europeia e América Latina’, promovida ontem pelo Instituto Europeu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Citação

Vivemos “o momento propício” para abrir um “novo capítulo” na relação entre a União Europeia e o Brasil. Para o eurodeputado e presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Brasil esta “é uma oportunidade que não se pode perder”. José Manuel Fernandes, que falava ontem durante a conferência sobre ‘Relações comerciais e de investimento entre União Europeia e a América Latina’, lamentou a “falta de visão estratégica”, já que ainda existe muito “o cada um por si”.
Convidado pelo Instituto Europeu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, José Manuel Fernandes admitiu que “seria de aproveitar, enquanto Angela Merkel está, para fazer frente a uma série de desafios, porque depois vai haver outro tempo de instabilidade que vai demorar a se conseguir retomar um caminho”.
O eurodeputado questionou ainda a “união geopolítica”, lamentando que ainda não existe uma visão estratégica. “Se deitarmos fora os acordos podemos perder a credibilidade”, avisou o eurodeputado, acreditando que não vai haver acordos antes das eleições na França e no Brasil. “Muitos países são proteccionistas e não querem ratificar o acordo UE - Mercosul enquanto Bolsonaro estiver à frente dos destinos do Brasil”, esclareceu José Manuel Fernandes, defendendo que o acordo comercial UE - Mercosul traria “outro posicionamento e força à UE”. “Temos tanto a fazer em termos de cooperação e de investimento e há muitos desafios pela frente”, alertou ainda José Manuel Fernandes.
Também presente na conferência esteve o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que começou por lamentar que a relação UE e América Latina esteja suspensa já lá vão cinco anos.
A incapacidade de criar uma agenda positiva da Amércia Latina e o facto de “muitos estarem a colocar em causa” um acordo político feito no Verão de 2019 entre as equipas negociadoras da EU e do Mercosul são razões, na opinião do ministro, que explicam o facto de não haver relação entre os dois blocos.
“Não tem havido do lado da UE uma apropriação da importância dos laços com a América Latina. É uma realidade que a Europa não devia ignorar e os principais instrumentos são os acordos comerciais e de investimento”, destacou Augusto Santos Silva, realçando ainda “a força que a América Latina tem na cena internacional”.
O acordo, continuou o ministro, “é benéfico para a racionalidade económica e para a credibilidade”, por isso, seria “um erro dramático” pôr em causa as “sementeiras” feitas. Não estão em causa apenas aspectos económicos, Augusto Santos Silva evidenciou ainda “as questões de geopolítica e de geoestratégica que a Europa deve defender”.

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