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Viver em Vila Verde e Cabeceiras de Basto pode poupar décadas de trabalho
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Viver em Vila Verde e Cabeceiras de Basto pode poupar décadas de trabalho

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Viver em Vila Verde e Cabeceiras de Basto pode poupar décadas de trabalho

Nacional

2019-04-20 às 11h21

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Comprar casa em Vila Verde e Cabeceiras de Basto compensa. O estudo aponta Esposende e Terras de Bouro como os mais caros. E no que toca à área do imóvel, em Cabeceiras de Basto e Vila Verde consegue comprar casa com 170 m2, em Esposende teria apenas 108m2 e em Braga apenas 83m2.

Viver num município vizinho como Cabeceiras de Basto ou Vila Verde pode poupar várias décadas de trabalho.
A análise do ComparaJá.pt, plataforma que permite comparar empréstimos da casa, neste caso analisou os custos de comprar casa nos diferentes municípios de Braga no sentido de apurar, de acordo com os rendi- mentos e preço por m2 médios, quão difícil é concretizar o sonho de ter habitação própria para as famílias da região.

Uma das principais conclusões desta plataforma é de que existem elevadas assimetrias no distrito e, segundo dados recolhidos pelo portal, viver em Cabe- ceiras de Basto e Vila Verde é mais acessível, apontando a competitividade do preço por m2, o que torna a compra de casa muito mais acessível: em apenas 21,5 anos é possível concretizar o objectivo de ter habitação própria.
Estes números contrastam muito com Esposende, por exemplo, onde devido ao elevado preço dos imóveis, comprar uma casa com 100m2 demora quase 41 anos, praticamente o dobro do que nos municípios anteriormente destacados.

Mas o cenário é ainda pior no concelho de Terras de Bouro pois, atendendo à disparidade entre o custo das casas e os salários, uma família média terá de optar por uma habitação de apenas 83m2 de forma a não ultrapassar o prazo limite de 40 anos no crédito habitação.
De acordo com a análise do portal ComparaJá.pt, em média, no distrito de Braga é possível adquirir uma casa com 138m2 solicitando um crédito a 40 anos e poupando durante 6 anos para a entrada inicial (equivalente a 20% do valor do imóvel).

Caso o exercício seja feito, tendo em conta um prazo de reembolso de 40 anos de forma a apurar o valor máximo de crédito à habitação, logo, o número máximo de m² que a casa poderá ter de acordo com os rendimentos de cada família nos diferentes municípios, é possível perceber que em Cabeceiras de Basto e Vila Verde o imóvel teria 170m2 enquanto em Esposende teria apenas 108m2 e em Braga apenas 83m2.
José Figueiredo, CEO do ComparaJá.pt, alerta que comprar casa está mais difícil para as famílias.
“Face aos dados recolhidos, pode-se afirmar que pelas assimetrias que se fazem sentir actualmente em várias regiões no nosso país, neste momento optar por viver e trabalhar num município contíguo pode significar menos vários anos de trabalho para adquirir uma habitação de maiores dimensões”.

“Definitivamente, comprar casa em algumas zonas de Portugal está a tornar-se numa tarefa extrema- mente difícil e fora do alcance das famílias com menos rendimentos”, asseverou o responsável.
E deixa alguns conselhos: “comparar propostas de crédito à habitação de todo o mercado e não apenas do seu banco -, antes de tomar qualquer decisão, os consumidores têm de se informar em detalhe sobre as localizações mais competitivas para comprar casa, complementando as propostas apresentadas pelas agências imobiliárias com pesquisas nos vários portais online dedicados a este sector”.

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