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Desporto

2020-04-03 às 14h44

Redacção Redacção

Carreira dual de Vanessa Rodrigues não a deixa parar. Se até aqui se dedicava ao desporto e à medicina, agora, com a Covid-19, a primeira está posta de lado para foco total no ajudar os outros.

A voleibolista e médica Vanessa Rodrigues, capitã do Atlético Voleibo Clube de Famalicão, trocou o equipamento pela bata a tempo inteiro e está envolvida na luta contra a Covid-19, que, disse ontem à agência Lusa, “não dá tréguas”.
“É uma luta dura. Não tenho fins-de-semana e todos os dias são segunda-feira”, disse Vanessa Rodrigues, a médica/distribuidora, de 32 anos, que após o Europeu 2019 se despediu da selecção nacional, da qual também era capitã, precisamente “por motivos profissionais”.

Embora sem estar na linha da frente do combate ao novo coronavírus, Vanessa Rodrigues, enquanto médica de saúde pública, está na retaguarda, na não menos importante missão de gestão dos contactos de risco, identificação, deteção, isolamento profilático e vigilância. Tendo como áreas de intervenção a Póvoa de Varzim e Vila do Conde, uma das zonas de Portugal com maior comunidade chinesa, que na primeira fase da doença com origem em Wuhan mereceu especial atenção, Vanessa Rodrigues esteve na linha da frente dos primeiros planos de contingência.
“A comunidade chinesa na primeira fase [de contenção à pandemia de Covid-19] requereu especial atenção, mas acabou por se revelar uma comunidade bem organizada e cumpridora das medidas implementadas”, admitiu a profissional da Administração Regional de Saúde do Norte.

Com cerca de 12 horas de trabalho por dia, Vanessa Rodrigues reconhece que conciliar o dia-a-dia de médica, numa altura tão exigente como esta para os profissionais de saúde, com a de atleta de alta competição “é uma tarefa praticamente impossível”.
“Neste momento, é mesmo impossível a conciliação. Estou a 200% como profissional de saúde e 200% na protecção da saúde pública”, admitiu Vanessa Rodrigues, que disputou o último jogo pelo AVC Famalicão em 7 de Março, relativo à meia-final da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, em Santo Tirso.

“Já nessa altura estava a trabalhar cerca de 12 horas por dia”, recordou Vanessa Rodrigues, admitindo que tem pouco tempo para se dedicar ao treino personalizado, mas que o faz, sempre que pode, para bem da sua “saúde física e escape mental”.
O facto de contar com a experiência de muitos anos como atleta de alta competição de voleibol, Vanessa Rodrigues encara de forma diferente a situação de emergência nacional que se vive no país e consegue “manter o foco e não virar a cara a esta luta”.
“Acredito que o meu background como atleta de alta competição me permite ser mais resiliente, orientar uma equipa multidisciplinar, manter o foco e não virar a cara a esta luta, dia após dia, continuamente”, defendeu.

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